Tecnologia assistiva para atendimento das pessoas com deficiência auditiva será implantada em shoppings, bares e centros comerciais


 Começou a tramitar na Câmara Legislativa projeto de autoria do deputado Iolando que trata da utilização de tecnologia assistiva para atendimento às pessoas com deficiência auditiva nos shopping centers, galerias e centros comerciais e nas agências bancárias no Distrito Federal.

De acordo com o artigo 1º do projeto de lei, os shopping centers, galerias e centros comerciais, que disponham de, no mínimo, 50 (cinquenta) lojas, e as agências bancárias no Distrito Federal, ficam obrigados a disponibilizar tecnologia assistiva para pessoas com deficiência auditiva.

Para o deputado Iolando, a justificativa do projeto tem o objetivo de fortalecer a dignidade das pessoas com deficiência auditiva e contribuir para a sua efetiva integração social. “A sociedade como um todo deve contribuir para a integração social das pessoas com deficiência, especialmente os centros comerciais de maior porte (com mais de 50 lojas) e os bancos, os quais todos sabem da capacidade econômica para suportar a imposição pretendida, contribuindo estes de forma mais efetiva para a construção de uma sociedade livra, justa e, principalmente, solidária”, destaca o distrital.
Ainda na justificativa do projeto do deputado Iolando destaca-se que a proposição é consentânea com a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinada em Nova York, em 30 de março de 2007, a qual tem o status de Emenda Constitucional por força do Art. 5º, § 3º da CRFB/88. Nesse sentido, o decreto n. 6.949, de 25 de agosto de 2009, que institui a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência prevê em seu artigo 3º, dentre os princípios gerais da Convenção, “a plena e efetiva participação e inclusão na sociedade” e “o respeito pela diferença e pela aceitação das pessoas com deficiência como parte da diversidade humana e da humanidade”.
“Dessa forma, entende-se que o projeto trará benefícios ainda à economia local, uma vez que contas correntes de pessoas surdas serão abertas com mais facilidade, além das pessoas surdas se sentirem mais à vontade para frequentarem shoppings centers como espaço de compras e de lazer. O mercado de trabalho também será aquecido para pessoas formadas em cursos técnicos em tradução e interpretação em Libras. A nova regra será mais um passo rumo à inclusão social dessa importante parcela da população que ainda carece muito de reconhecimento da cidadania e dos seus direitos fundamentais”, disse o deputado Iolando.

Por: Laezia Bezerra

Foto: Atividadeparaeducacaoespecial

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

BYD destaca política vanguardista do DF para veículos elétricos; Gilvan Máximo foi precursor dos incentivos no DF

Governo de Goiás inicia troca de ingressos para Arraiá do Bem 2025

Expulsão de cavaleiro nas Cavalhadas de Pirenópolis levanta debate sobre liberdade de expressão